segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Tudo passa

Certamente, você já deve ter passado por dias difíceis, onde os passos, antes ligeiros, se fazem contados, e onde o cenho pesado descreve as paisagens do coração.
Nesses dias, tem-se a impressão de que o ar se mostra pesado e cortante, que o céu é menos azul e que o riso e a espontaneidade desapareceram de nós mesmos.
São dias de desafios, que ocorrem com qualquer um de nós, nos oferecendo o aprendizado e o entendimento que a vida é escola a oferecer inúmeras lições.
Algumas vezes esses dias nascem das dificuldades financeiras, onde o dinheiro parece minguar, até mesmo para as contas mais básicas da manutenção da família.
Doutra feita, os dias sombrios surgem lentamente, no dia-a-dia da convivência familiar, seja no filho difícil, a nos exigir amor incondicional, ou no cônjuge exigente, a nos demandar paciência e compreensão.
Não raro, são as pequenas tarefas comezinhas, que vão, qual picadas de agulha, pouco a pouco, minando nossa disposição e esforço por bem conduzir a vida.
Conta-se que o Apóstolo da Caridade, Francisco Cândido Xavier, o nosso Chico Xavier, estava passando por uma fase muito dura em sua vida.
Os problemas familiares se avolumavam, a incompreensão alheia se mostrava intensa e isso tudo lhe enchia o coração de inquietações e dores.
Um dia, em que as dores se mostravam mais profundas, recorreu Chico Xavier ao seu mentor espiritual, Emmanuel, a fim de fazer-lhe uma solicitação.
Rogou Chico se Emmanuel poderia fazer um pedido, solicitar um conselho a Maria Santíssima, a mãe de Jesus, que, com seu coração amoroso e materno, pudesse lhe dar um conselho em momento tão amargo de sua vida.
Emmanuel lhe respondeu que iria encaminhar sua solicitação. Passados alguns dias, retorna o Espírito venerável com a resposta de Maria, mãe de Jesus.
Chico, diz Emmanuel, Maria manda lhe dizer o seguinte: “Tudo passa”. E o sábio médium acolhe aquelas palavras curtas entendendo o seu significado. Afinal, tudo passa.
Assim acontece conosco. As borrascas da vida são desafios para o desenvolver das virtudes. Elas nos exigem ora a paciência, ora a compreensão, tantas vezes nos convidam a cultivar a fé.
Todos esses desafios estão sob os olhos de Deus, que cuida de cada um de nós atentamente, sabendo quais as melhores lições para cada um de nós, Seus filhos.
No momento da dificuldade, quando as dores parecem intensas, quando as forças parecem se esvair, e quando temos a certeza que iremos sucumbir, há que se lembrar do conselho de Maria Santíssima: Tudo passa.
Dores e tormentos são lições para a alma que, ao bem conduzi-las, passa a compreender melhor as Leis de Deus, os desígnios da vida, amadurecendo seus valores.
Por mais intensos sejam os desafios de hoje, amanhã estes mesmos se transformarão em lembranças na mente e valores perenes no coração.

Redação do Momento Espírita.
Em 06.11.2009.

Depreciativos...

Às vezes simplesmente perdemos a oportunidade excelente de ficarmos calados!

Cada vez mais, vejo como o silêncio é a atitude mais elouquente que se pode ter, diante de tantas situações.

No entanto, estou pensando aqui, em comentários depreciativos.
Não nego que já fiz e talvez ainda faça isso.
Mas quando alguém grita bem alto, em um lugar público, para todos ouvirem, algo como "QUE RIDÍCULO!!!!!" - eu me sinto beeem mal.
Ainda que eu tivesse cometido algo que fosse digno de nota, que pudesse ser mandado pras vídeo-cassetadas do Faustão (vamos combinar, existem realmente coisas ridículas nesse mundo), eu não espero esse tipo de atitude de alguém que um dia disse que me amava...
E é difícil até de tolerar, porque, convenhamos, a gente tem que perdoar, ser indulgente e benevolente, mas peraí, né?

É desse jeito que pessoas que se amam devem se tratar?

Tenho me perguntado muito isso e a resposta tem sido bastante óbvia.
Alguém diria: "vocês tem que conversar". E a gente tem conversado, mais do que nunca.
Mas, mesmo assim, antes de dormir eu me lembro de tantos assuntos positivos e importantes que eu queria ter tocado, e não consegui, porque todo tempo foi absorvido com corrosivos e venenos...

Antes, quando eu ficava em silêncio, pensavam que existia uma barreira intransponível. No entanto ela nunca existiu.

Acontece é que eu deixava as feridas sangrarem quietas, ao sabor do tempo.
E não emprestava uma adaga para que o outro pudesse fazê-las ainda mais profundas.

"O beijo, amigo, é a véspera do escarro.
A mão que afaga é a mesma que apedreja."


(Augusto dos Anjos)

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Rolo Compressor!

Final de ano é uma loucura!

Esse, em especial, está sendo massacrante!

Meu Festival todo atrasado, ainda não fechei um dos textos, uma turma está incerta de participar, meus alunos não trazem a autorização dos pais, metade de uma turma falta em revezamento a cada semana...

Grana, como sempre, apertada, um sufoco, máquina de lavar que necessita de conserto, viagem de fim de ano, viagem do feriadão (que eu merecia, fala sério!), chinelo novo (o velho arrebentou na viagem), etc, etc, etc... pelo menos não tem trocentos amigos de aniversário nessa época! =P

E o amor... Ah o amoooor!
Ele, que apazigua os corações, e faz mais leves e felizes nossos dias!
Às vezes, também tem, em seu desenrolar, alguns problemas pra somar na lista, que nunca é grande o suficiente... Mas...

Vale a pena!

Tudo!

Cada degrau e cada pedra.
Cada onda e cada buraco negro.
Cada sorriso e cada lágrima.

"E se eu ficar louca
Subitamente se afaste..."