Como é possível, duas noites depois, tudo mudar?
Parece que com ele, vem um frasco de tranquilidade, que eu sorvo e com o qual me entorpeço.
Ainda que tantas coisas estejam flutuando, a procura do seu lugar, elas já não se atiram contra minha cabeça, elas não são mais uma ameaça.
De repente, acionaram uma câmera lenta.
Pra respirar.
Caminhar.
Conversar.
Rir.
Tocar aquelas mãos.
Sentir aquela presença.
E adormecer.
Parece que de novo existe chão.
E o teto não vai mais desabar.
Mas, ainda assim, tudo tão fora do eixo.
E algo certo.
Ele. Sempre foi.
O cara certo pra mim.
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