terça-feira, 27 de outubro de 2009

Recomeçar

Em uma vida cheia de experiências, quedas e ascenções.
Em um momento turbulento.
Em um dia especialmente triste.
Em qualquer horário.

O afastamento provocou mil coisas.
Sintomas, efeitos colaterais, febre.
Lacrimejando e sorrindo, andando e caindo
Eu já não sabia o que era certo
Eu já não identificava o que era errado.
Nem podia distinguir o que queria.

Mas aquele olhar recaía constantemente sobre mim
Aquele olhar me aquecia de uma vez
E aquela voz sempre tinha palavras doces a acariciar meus ouvidos e meus sentidos

Eu, que já não espero quase nada
Que tão pouco sei de como se deve sonhar
Que vivo ao vento, que sou levada por ondas
Reencontrei o porto seguro
O norte
A estaca que indica terra firme

Meu salvador.

E mesmo não sabendo dizer obrigado
Com todo orgulho de que ele me acusa não saber engolir
A teimosia que só é suportada pela enorme paciência dele.
Mesmo assim,
Ele não é mais aquele.

Entre indiferente e apaixonado
Ferrenho e delicado
Homem e menino
Ele brinca com meus humores
E ludibria meus quereres
Aconchegando-se e partindo
Tão cruel quanto desprotegido

E eu, que já não espero quase nada
Mas continuo querendo tudo

Perdida
Corro.

Indecisa
Amo.

Controversa
Verso.

Para ele.

Um comentário:

Murdock disse...

Continuo no Orkut sim mas tambem nao te acho mais...