terça-feira, 27 de outubro de 2009

Recomeçar

Em uma vida cheia de experiências, quedas e ascenções.
Em um momento turbulento.
Em um dia especialmente triste.
Em qualquer horário.

O afastamento provocou mil coisas.
Sintomas, efeitos colaterais, febre.
Lacrimejando e sorrindo, andando e caindo
Eu já não sabia o que era certo
Eu já não identificava o que era errado.
Nem podia distinguir o que queria.

Mas aquele olhar recaía constantemente sobre mim
Aquele olhar me aquecia de uma vez
E aquela voz sempre tinha palavras doces a acariciar meus ouvidos e meus sentidos

Eu, que já não espero quase nada
Que tão pouco sei de como se deve sonhar
Que vivo ao vento, que sou levada por ondas
Reencontrei o porto seguro
O norte
A estaca que indica terra firme

Meu salvador.

E mesmo não sabendo dizer obrigado
Com todo orgulho de que ele me acusa não saber engolir
A teimosia que só é suportada pela enorme paciência dele.
Mesmo assim,
Ele não é mais aquele.

Entre indiferente e apaixonado
Ferrenho e delicado
Homem e menino
Ele brinca com meus humores
E ludibria meus quereres
Aconchegando-se e partindo
Tão cruel quanto desprotegido

E eu, que já não espero quase nada
Mas continuo querendo tudo

Perdida
Corro.

Indecisa
Amo.

Controversa
Verso.

Para ele.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Sempre em frente... pra que lado?

Motivos que me fariam permanecer:

Eu gosto dele
Me sinto bem e tranquila
É um companheiro maravilhoso
Me apóia e me valoriza
Fez tudo que eu sempre quis que um homem fizesse por mim

(...)

Motivos que me fariam desistir:

Ele está com medo
Eu estou medo.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Onde deveria estar...

Como é possível, duas noites depois, tudo mudar?
Parece que com ele, vem um frasco de tranquilidade, que eu sorvo e com o qual me entorpeço.
Ainda que tantas coisas estejam flutuando, a procura do seu lugar, elas já não se atiram contra minha cabeça, elas não são mais uma ameaça.
De repente, acionaram uma câmera lenta.
Pra respirar.
Caminhar.
Conversar.
Rir.
Tocar aquelas mãos.
Sentir aquela presença.
E adormecer.

Parece que de novo existe chão.
E o teto não vai mais desabar.

Mas, ainda assim, tudo tão fora do eixo.
E algo certo.
Ele. Sempre foi.
O cara certo pra mim.

domingo, 18 de outubro de 2009

Gangorra

18/10/2009 2:28 am

Ele tinha o direito de ficar alimentando aparente carência e desejos, para que não pudessem ser saciados?

Pra que terminar pra depois se arrepender?
Pra que impor seu tempo se isso não resulta no que você queria?
Pra que continuar tentando uma reconquista se, diante dessa ser uma real possibilidade, você muda de idéia?

É difícil saber o que você quer. Mais ainda, descobrir o que eu quero.
Um fato eu comprovei: vê-lo se afastar bruscamente, não me agradou em nada.
Então, de repente, você olha pro seu umbigo e decide que vai ser assim.
E eu fico aqui, com essa cara inchada de tanto chorar de desespero, me perguntando sinceramente: por que não fiz exatamente isso, eu mesma?
Por que eu tenho que ser tão preocupada com os sentimentos dos outros, se, aparentemente os meus, deixam de ter importância de um dia para o outro – literalmente! - pra vc???

Depois de provocar minhas lembranças e sentimentos, de todas as formas, você decide que agora você precisa de um tempo.
Depois de instalar plenamente em mim uma confusão sem tamanho que se possa medir, você acha que é melhor mesmo se afastar porque você está sendo uma ancora na minha vida.
Depois de fazer com que eu me pergunte, mil vezes por dia, se voltar não seria uma alternativa totalmente excelente, você encontra outra alternativa pra você.

Ora, engraçado!
Irônico, eu diria!
Cruel, praticamente.

Ah, homens! Por algum tempo, eu quase me esqueci que você pertence a essa espécie.
Eles não se contentam, sob hipótese alguma, em sair da sua vida sem lhe causar algum dando bem relevante!
E normalmente jogam bem baixo pra conseguir isso, nem que seja depois de um término aparentemente amigável! Nem que seja jogando com a sua consideração e carinho por eles!
Mas parece que, desde a adolescência, esse foi o caminho!
Decepcionar profundamente a outra pessoa, pra que então, ela se encha de orgulho – e talvez um pouquinho de raiva – e dê a volta por cima.
Talvez seja mesmo melhor assim.

De um desencontro desses, não se pode dizer nem que seja novidade.
Pra quem passou o namoro todo brincando de gangorra, isso é só mais do mesmo.
Embora fosse uma brincadeira bem séria, é claro, e também a gangorra em si ser um problema – pelo visto nunca resolvido – não é de se espantar que a gente ainda se reveze nos altos e baixos dessa relação.

O problema é que se um dos dois vai sair da gangorra, quem vai amortecer a queda?
E quem vai dar o próximo impulso pro outro subir?


Ou será que chegou a hora de parar de brincar e namorar de verdade?