Em uma vida cheia de experiências, quedas e ascenções.
Em um momento turbulento.
Em um dia especialmente triste.
Em qualquer horário.
O afastamento provocou mil coisas.
Sintomas, efeitos colaterais, febre.
Lacrimejando e sorrindo, andando e caindo
Eu já não sabia o que era certo
Eu já não identificava o que era errado.
Nem podia distinguir o que queria.
Mas aquele olhar recaía constantemente sobre mim
Aquele olhar me aquecia de uma vez
E aquela voz sempre tinha palavras doces a acariciar meus ouvidos e meus sentidos
Eu, que já não espero quase nada
Que tão pouco sei de como se deve sonhar
Que vivo ao vento, que sou levada por ondas
Reencontrei o porto seguro
O norte
A estaca que indica terra firme
Meu salvador.
E mesmo não sabendo dizer obrigado
Com todo orgulho de que ele me acusa não saber engolir
A teimosia que só é suportada pela enorme paciência dele.
Mesmo assim,
Ele não é mais aquele.
Entre indiferente e apaixonado
Ferrenho e delicado
Homem e menino
Ele brinca com meus humores
E ludibria meus quereres
Aconchegando-se e partindo
Tão cruel quanto desprotegido
E eu, que já não espero quase nada
Mas continuo querendo tudo
Perdida
Corro.
Indecisa
Amo.
Controversa
Verso.
Para ele.
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Um comentário:
Continuo no Orkut sim mas tambem nao te acho mais...
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